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Mulheres nas pequenas e médias empresas no Brasil

March 26, 2019

 

As estatísticas existentes sobre o papel da mulher a nível da alta administração das empresas brasileiras dos mais diversos tamanhos ainda são muito pobres em nosso país. Levantamentos realizados nas sociedades de capital aberto mostram em pouco mais de 500 empresas que somente 38% delas contam com  Conselhos de Administração com uma mulher entre seus membros. Se somarmos a totalidade de Conselheiros atuantes nos Conselhos de administração temos menos de 10% do sexo feminino, frente a uma média internacional de 24,1%. Na Presidência de Conselhos, contamos apenas com 10 mulheres em todo o País.

 

Das pequenas e médias empresas não há dados consistentes para analisar.

O que se percebe é que, ao iniciarem o seu processo de profissionalização com a montagem de seus Conselhos Consultivos, as empresas familiares de pequeno e médio porte dão as boas vindas às esposas e filhas para assistirem às reuniões e serem membros dos Conselhos que se formam. A atuação delas se iguala aos membros do sexo masculino, discutindo e opinando de igual para igual. Em certas empresas se sente a força das matriarcas, que mesmo não participando do cotidiano na gestão das empresas , marcam presença. Mas, em 40 anos de profissão,  nunca presenciei a escolha de uma mulher para presidir o Conselho.

 

Interessante é de se notar que as filhas, mais que os filhos, buscam colocação profissional fora da empresa familiar ao concluírem  seus estudos. Muitas vezes as carreiras bem sucedidas são alcançadas longe da empresa familiar. Ao voltarem para a casa e para os negócios da família,estas profissionais  têm um enorme potencial para gerir as empresas. De outro lado, os filhos do sexo masculino têm preferência em ingressar na empresa de seus pais. Ocupam importantes posições e têm a necessidade de mostrar ao pai que têm o perfil e o conhecimento para serem os sucessores escolhidos.  Querem dar continuidade aos negócios, mas não trazem a experiência do mundo e portanto o que prevalece é a necessidade de ficar ou subir no carreira dentro da empresa familiar.

 

Percebe-se que os herdeiros masculinos tendem a  competir com os pais que estão na direção do negócio. Não é incomum ver discussões acirradas sobre a forma de gerenciar a empresa. Já as herdeiras  são, em geral, muito mais hábeis no trato com seus pais. Têm outra forma de abordar e discutir os assuntos. Mostram dedicação e conhecimento, conseguindo fazer prevalecer suas ideias a partir da forma como as apresentam. Muitas vezes passam a ser Conselheiras de seus progenitores.


Observo ainda que muitas herdeiras, se colocam na posição de que os homens é que terão que conduzir no futuro os negócios da família. Isto , na minha opinião,  é um tabu que precisa ser rompido. As mulheres têm tanta competência para dirigir os negócios como os homens. As barreiras culturais é que precisam ser rompidas. O que deve prevalecer é a competência e o perfil de liderança no processo sucessório. Questões de gênero deveriam ser coisas do passado e as mulheres precisam através de sua competência e personalidade  assumir os postos de lideranças nas organizações de suas famílias. Isto em muitas empresas familiares ainda representa uma luta a ser travada.

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