v=spf1 include:mxsspf.sendpulse.com +a +mx ~all Conflitos familiares impedem que mais de 10% das pequenas e médias empresas chegam à 4ª geração

Conflitos familiares impedem que mais de 10% das pequenas e médias empresas chegam à 4ª geração

September 1, 2018

 

 

Por melhor que sejam trabalhados e elaborados acordos entre sócios, podem surgir conflitos entre as partes. As contendas aparecem por acordos falhos, mal entendidos  sobre questões empresariais, sucessórias e societárias.

O palco das grandes disputas, nas grandes corporações, acontece nos Conselhos de Administração e, ao ser tornado público o conflito traz problemas para a empresa e seus sócios através da desvalorização vertiginosa das ações negociadas na Bolsa.  

São conhecidos os  casos da Usiminas, onde  uma divergência entre os sócios Ternium, grupo ítalo – argentino e a Nippon Steel & Sumitomo Metal Corporation e o do  Pão de Açúcar versus a francesa Casino. Este conflito custou em honorários e outros serviços ao redor de R$ 500 milhões aos cofres dos sócios.  Outro caso, o da família Gradin e da família Odebrecht brigando sobre questões de direitos de compra de ações. Benjamin Steinbruch & Irmãos, brigando com os primos Clarice e Leo para destituí-los do Conselho da empresa.  

Evitar desentendimentos  é crucial para que sócios e   empresas não sejam prejudicados. Isto é válido tanto para as grandes corporações como para as milhares de médias e pequenas empresas, sobretudo as familiares.

Nestas últimas, os conflitos são tantos que menos de 10% delas chegam à quarta geração.  Podemos elencar como estopim dos conflitos, a briga pela sucessão da gestão da empresa. Quem da família será o futuro CEO?.

Outro motivo que leva a problemas surge quando sócios querem se retirar da sociedade e vender a sua participação. Quanto valem as ações e a quem podem ser vendidas?  Outro problema são os atos ilegais dos gestores ou administradores, que igualmente levam a problemas. Talvez o melhor exemplo que temos são os casos da Odebrecht e JBS envolvidos na operação Lava Jato. São dois casos famosos. Mas milhares de casos semelhantes ocorrem em muitas e muitas empresas familiares, levando seus sócios e gestores ao banco dos réus, podendo destruir suas vidas e patrimônio.

Temos também casos de conflitos de agenda, onde os próprios sócios

exercem atividades ou são sócios de negócios que concorrem com a própria empresa familiar. Muitos podem ficar espantados com isso, mas é mais comum do que se pensa. Divergências  em relação a estratégia empresarial igualmente podem levar ao desentendimento entre os sócios.

Em resumo, motivos não faltam para o surgimento de conflitos.

Há formas de evitar que isso aconteça?

Podemos enumerar por exemplo o desenvolvimento de Protocolos Familiares. Neles as famílias empresárias farão constar determinadas regras de jogo para assuntos importantes tais como: remuneração de familiares; critérios de ingresso de futuros herdeiros na empresa da família: critérios de distribuição de lucros: resolução de conflitos; etc. Estes protocolos podem ser elaborados preferencialmente e conjuntamente pelos membros da família com apoio de um consultor externo.  A criação de Conselhos de Família e Conselhos Consultivos também seria a forma de envolver os familiares e os futuros herdeiros nas questões patrimoniais da família empresária, criando ambiente empresarial mais saudável.

Em caso de litígio mais sério, sempre se deveria  tentar chegar a um final feliz através da mediação. Numa mediação bem conduzida por um profissional aceito pelas partes não teríamos  um vencedor ou um perdedor. Ambas as partes devem sair satisfeitas do embate.

Por fim, resta a ida a uma Câmara de Arbitragem ou a um  Tribunal para a resolução do conflito por pessoas que, na maioria das vezes, não entendem nada ou muito pouco sobre a dinâmica empresarial e da família. Infelizmente neste caso, sempre teremos após  a promulgação da sentença um ganhador e um perdedor. Esta alternativa deveria ser evitada a todo custo, pois pode trazer importantes sequelas para a condução dos negócios e para os membros da família empresária.

O importante é fortalecer o bom senso e a maturidade. No final das contas, as empresas e negócios são conduzidas por seres humanos que têm a habilidade  de se comunicar e se entender sobre divergências.

 

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